A repercussão nas redes foi imediata após o deputado federal Kim Kataguiri (UB-SP), um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), defender o fim das emendas parlamentares e usar como exemplo justamente a destinação de recursos para cachês de grandes atrações musicais. Sem mencionar nomes, ele classificou esse tipo de prática como “um câncer” que distorce a função do parlamentar e afirmou que situações assim deveriam, inclusive, ser crime. E, mesmo sem citar nomes, os comentários do vídeo rapidamente levaram internautas a relacionar a fala ao episódio envolvendo o sergipano Thiago de Joaldo.
No vídeo, Kim dispara: “Pra mim, emenda parlamentar tinha que acabar. Nem positiva, nem orçamento secreto, zero. Tem deputado que usa emenda pra pagar cachê do Wesley Safadão. Pra mim isso deveria ser crime; o sujeito tinha que ser preso preventivamente.”
Ele ainda criticou a reação popular quando o deputado anunciou que enviaria emendas parlamentares para bancar o show de Safadão: “O cara anuncia e é aplaudido pela população. O povo comemora, enquanto 80% da cidade não tem saneamento básico.”
Para o parlamentar de direita, esse mecanismo cria “um incentivo político perverso” que faz com que muitos parlamentares se elejam “com emenda, não com aquilo que acreditam”.
O motivo da associação feita pelo público está no episódio polêmico envolvendo Thiago de Joaldo, que anunciou, durante um show de Wesley Safadão, que destinará parte de suas emendas parlamentares de 2026 para garantir novamente a presença do cantor no Forró Caju. A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, que estava ao lado do artista e do deputado, reforçou a promessa diante do público, na época.


