Mesmo substituído por Paulinho da Força (Solidariedade-SP) na nova fase do projeto conhecido agora como PL da Dosimetria, o deputado federal Rodrigo Valadares (UB) voltou a ocupar espaço central nas articulações da direita em Brasília, nos últimos dias, nos debates com relação à anistia.
O deputado tem reforçado sua posição como um dos principais porta-vozes do movimento que defende anistiar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, especialmente no que diz respeito ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após sua prisão na última semana e inicio da pena da condenação do STF.
A proposta atual, sob relatoria de Paulinho da Força, não trata mais de anistia em sentido amplo. O texto substitutivo busca alterar as penas aplicadas, especialmente quanto aos critérios de dosimetria, mirando casos de condenações consideradas excessivas pelos grupos de direita.
Por outro lado, Rodrigo defende a anistia ampla, que incluiria Bolsonaro. Para ele, o projeto precisa “ser votado urgentemente”. “Inocentes seguem pagando por um processo político injusto, enquanto o país afunda em autoritarismo. Deputados e senadores, pressionem Hugo Motta e Davi Alcolumbre para que a vontade do povo seja respeitada!”, pontuou.
Nos últimos dias, Rodrigo intensificou a pressão pública pela tramitação da proposta. Em suas redes sociais e em diversas entrevistas, o deputado tem cobrado que o presidente da Câmara coloque o projeto em pauta e que os parlamentares assumam posição favorável à votação. Ele sustenta que não há justificativa para postergar a análise e afirma que a base da direita no Congresso espera uma resposta imediata do Legislativo, reforçando seu discurso de que a anistia, em sua versão ampla, deve ser tratada como prioridade nacional.


