A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro provocou uma reação imediata e polarizada entre lideranças políticas de Sergipe. Enquanto representantes da direita celebraram o episódio como a queda de um regime autoritário, nomes da esquerda classificaram a ação como um ataque imperialista dos Estados Unidos, com violação da soberania venezuelana.
No campo conservador, o vereador de Aracaju e presidente municipal do PL, Lúcio Flávio, afirmou que o dia “entrará para a história”, ao celebrar a captura de Maduro e manifestar solidariedade ao povo venezuelano. Já o deputado federal Rodrigo Valadares (UB) publicou vídeos mostrando venezuelanos refugiados comemorando no Chile e classificou o episódio como o “fim da narc ditadura”.
“Viva. Liberdade de Povo Venezuelano Democracia plena a todos!”, comemorou Capitão Samuel (UB). Já Luizão Dona Trampi (UB) mais uma vez exaltou o presidente dos EUA, Donald Trump: “Meu galego pé em baixo, o mundo te ama, que Deus te abençoe”.
Na esquerda sergipana, a reação foi oposta. A vereadora Sonia Meire (PSOL), por exemplo, repudiou o que classificou como “sequestro político” e acusou os Estados Unidos de utilizarem o combate ao narcotráfico como pretexto para interferir em um Estado soberano, com o objetivo de controlar riquezas, especialmente o petróleo. O deputado federal João Daniel (PT) afirmou que a ação representa “imperialismo escancarado”, alertando para riscos à estabilidade da América Latina.
A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) divulgou nota afirmando que ataques à Venezuela violam a Carta das Nações Unidas e os princípios da autodeterminação dos povos, enquanto o vereador Elber Batalha (PSB) destacou que a discussão vai além da figura de Maduro: “É sobre a importância de garantir a soberania dos estados e o direito de seus povos de escolherem o seu proprio destino. Se outras nações não se voltarem contra ações como essas, amanhã elas poderão ter seus territórios invadidos e suas riquezas usurpadas”.
O ataque ocorreu no último final de semana, na madrugada do sábado, 3, quando forças militares dos Estados Unidos realizaram uma ofensiva de grande escala contra alvos estratégicos na Venezuela, com registros de explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A ação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anúncio feito pelo presidente norte-americano. Desde então, o episódio passou a dominar o debate político internacional e também no Brasil.


