Diferentes grupos já começam a acirrar, nos bastidores, intensas disputas regionais que devem marcar de forma decisiva as eleições de 2026 em Sergipe, a exemplo do que tem sido visto em Capela, Itabaiana e Lagarto.
No município do Centro Sul Sergipano, o cenário é de confronto direto entre os grupos liderados por Sérgio Reis (PSD) e Gustinho Ribeiro (PP). E essa nova disputa deve se materializar na corrida pela Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), com as pré-candidaturas de Ibrain de Valmir (PV) e Hilda Ribeiro (Republicanos); e também na corrida pela Câmara Federal, com o embate entre Fábio Reis (PSD), que deve novamente estar entre os mais votados, e Gustinho, que vem tentando viabilizar seu projeto de reeleição, após um cenário conturbado e de dificuldades para formação de chapa.
Já em Capela, o município segue como palco de uma das rivalidades políticas mais intensas do estado, com a repetição do embate entre os grupos liderados por Manoel Sukita (PT) e Cristiano Cavalcante (UB). E essa queda de braço entre eles deve ocorrer também na disputa pelas oito cadeiras da Câmara Federal, com o ex-prefeito apoiando o deputado federal Ícaro de Valmir (PL), e o deputado estadual
com apoio à deputada federal Yandra Moura (UB).
Em Itabaiana, a tendência é de uma disputa concentrada entre os grupos do prefeito Valmir de Francisquinho e de Anderson de Zé das Canas, que tenta viabilizar um projeto ambicioso de olho na eleição municipal de 2028. A estratégia, no entanto, já enfrenta obstáculos em 2026, sobretudo pela dificuldade do ex-gestor de Frei Paulo em se consolidar como consenso dentro da própria base em Itabaiana. Nos bastidores, ele é visto como um perfil individualista e pouco agregador, fator que tem limitado sua capacidade de articulação política e pode comprometer seus planos de médio e longo prazo.
Diante desse cenário, Lagarto, Capela e Itabaiana despontam como os principais termômetros regionais das eleições de 2026, com disputas que já projetam os movimentos decisivos para 2028.


