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Por que 2025 foi decisivo, mesmo sem eleição

A largada para 2026 já foi dada, e, ao menos por ora, com vantagem clara para quem soube usar o ano pré-eleitoral a seu favor.

06/01/2026
Em Notícias
Por que 2025 foi decisivo, mesmo sem eleição

Mesmo sem eleição no calendário, 2025 funcionou como um verdadeiro ano de provas. Serviu para escancarar aquilo que nos bastidores já era conhecido, mas publicamente negado: a oposição viveu, ao longo de todo o período, uma guerra interna marcada por disputas de vaidade, alianças frágeis e tentativas forçadas de demonstrar unidade por meio de abraços e sorrisos pouco convincentes. Não demorou para que as fissuras viessem à tona, desmontando o discurso de coesão. O que, naturalmente, quebrou grande parte do encanto da população que acreditou num discurso de união sem os vícios que os opositores pregaram até chegar ao posto do segundo maior poder político local: a Prefeitura de Aracaju.

Por outro lado, quem surpreendente saiu largando na frente foi o governador do Estado Fábio Mitidieri (PSD), que encerrou o ano com vantagem discrepante na corrida pela reeleição. Ele optou por manter o foco na gestão, elevando consideravelmente as entregas. Resultados e organização administrativa tornaram-se seus principais cabo eleitoral. A avaliação predominante entre analistas e na classe política, não somente local, mas nacional, é de que esse caminho fortaleceu sua imagem, ampliou seu capital político e ajudou a consolidar a percepção popular de um gestor preparado.

Ainda assim, diante das movimentações aceleradas da oposição, que segue sem conseguir definir um nome competitivo para enfrentá-lo, o governador decidiu agir. Em uma movimentação considerada ousada, antecipou a composição de sua chapa majoritária. Jeferson Andrade (PSD) foi anunciado como pré-candidato a vice, enquanto André Moura (UB) e Alessandro Vieira (MDB) passaram a figurar como os nomes do grupo para a disputa ao Senado, uma articulação já antecipada pela Realce e que reforçou a capacidade de liderança do governador ao unir dois desafetos, embora também tenha ampliado o campo para ataques adversários- nesse ponto o desgaste ficou entre os dois pré-candidatos ao Senado, que agora parecem manter um tom ameno em sinal de respeito ao líder do grupo.

O ano também foi marcado por intensas movimentações partidárias. A criação da Federação União Progressista, maior bloco do Congresso Nacional, sinalizou força para a disputa proporcional em 2026 e já projeta nomes competitivos, a exemplo da deputada federal Yandra Moura (UB), que, segundo projeções, deve novamente figurar entre as mais votadas. Em paralelo, a mudança no comando do PL em Sergipe, que passou para as mãos de Rodrigo Valadares, deixou os irmãos Amorim em posição delicada, empurrando-os para legendas de menor potencial de votos espontâneos e sem militância gratuita, como Podemos e Republicanos.

Outro episódio de grande repercussão em 2025 foi o rompimento político entre a prefeita Emília Corrêa (Republicanos) e Ricardo Marques (Cidadania). Embora ambos tenham tentado minimizar publicamente o desgaste, inclusive com aliados disputando ataques contra a Realce após as exclusivas, os fatos rapidamente vieram à tona, confirmando o clima de relação conturbada que já havia sido antecipado pela revista e ampliando ainda mais a sensação de desorganização no campo oposicionista.

Além desses, diversas outras farpas foram trocadas entre aliados diretos de Valmir de Francisquinho, como Adailton Sousa, com outras lideranças da oposição. O próprio prefeito de Itabaiana foi um dos nomes que mais deram declarações mostrando grande insatisfação com a postura dos Amorim e da prefeita.

Assim, mesmo sem o peso formal das urnas, 2025 cumpriu um papel decisivo. Enquanto o governo terminou o ano com alianças desenhadas e liderança consolidada, a oposição encerrou o período presa a conflitos internos e indefinições. O resultado é um cenário em que a largada para 2026 já foi dada, e, ao menos por ora, com vantagem clara para quem soube usar o ano pré-eleitoral a seu favor.

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