A política habitacional do Governo Federal em Sergipe não enfrenta restrições orçamentárias e conta com recursos garantidos para a execução das obras já contratadas. A avaliação é de Evislan Souza, presidente da Ademi-SE, que explicou que a lentidão observada em alguns empreendimentos não está relacionada à falta de dinheiro, mas a entraves técnicos anteriores à contratação.
Segundo Evislan, o Governo Federal vem mantendo investimentos consistentes na área de moradia, com destaque para os empreendimentos vinculados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e ao Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Apenas nos últimos anos, mais de 9 mil unidades habitacionais foram contratadas em Sergipe, o que representa um volume expressivo de recursos assegurados e impacto direto na geração de empregos e na economia local.
O principal gargalo, de acordo com o gestor, ocorre na etapa de preparação dos projetos. Muitos municípios enfrentam dificuldades para elaborar propostas técnicas completas, promover a regularização fundiária dos terrenos, obter licenças ambientais e cumprir exigências administrativas necessárias para viabilizar os contratos. Essas etapas são fundamentais para que os empreendimentos possam avançar para a fase de execução.
Além disso, a falta de celeridade em alguns órgãos envolvidos no processo, especialmente nas áreas de licenciamento ambiental e análise técnica, também contribui para atrasos. Evislan ressaltou que esse cenário não é exclusivo de Sergipe, mas reflete limitações estruturais enfrentadas por diversos municípios brasileiros na condução de projetos de maior complexidade.
Por fim, o gestor enfatizou que, uma vez superada a fase técnica e firmado o contrato, as obras tendem a avançar normalmente, sem interrupções por falta de recursos. “O recurso existe. O desafio é preparar projetos maduros para conseguir contratar”, destacou, em entrevista a Fábio Henrique.


