Em um cenário nacional ainda marcado por desafios profundos na área da segurança pública, Sergipe consolidou um marco histórico ao ter encerrado 2025 com o menor número de mortes violentas intencionais desde 2003. Segundo dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram 304 registros no ano passado, o que reforça o estado como uma referência nacional.
Enquanto outros estados ainda lutam contra o avanço do crime organizado, que, em muitos casos, influencia até mesmo a política, setores do Judiciário e da imprensa, Sergipe deixa claro que não compactua nem aceita esse tipo de cenário, não permitindo que se crie raízes. Inclusive, já chegou a ser citado como exemplo na CPI do Crime Organizado no Senado como um modelo a ser seguido.
E não por acaso, pelo terceiro ano consecutivo, Sergipe ocupa a posição de estado mais seguro do Nordeste. A redução também se reflete nos indicadores mais técnicos. A taxa de mortes violentas caiu de um alarmante pico de 57,64 por 100 mil habitantes para 13,2 em 2025. Apenas entre 2024 e 2025, houve uma redução de 21% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), colocando a menor unidade da federação como o estado com maior queda do Nordeste e o quinto do país no período.
Para o secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy, os números são consequência direta de uma política pública consistente. Segundo ele, os resultados não são obra do acaso, mas fruto de planejamento, integração permanente entre as forças de segurança e do trabalho diário de policiais militares, civis, bombeiros e peritos criminais.
Os dados também colocam Sergipe à frente das metas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O estado já alcançou indicadores previstos para 2030, como a redução da taxa de homicídios para abaixo de 16 por 100 mil habitantes, meta atingida ainda em 2024 e mantida em 2025. Outros índices, como mortes violentas de mulheres e lesão corporal seguida de morte, também permanecem abaixo dos parâmetros nacionais.

