A disputa proporcional de 2026 coloca o Partido dos Trabalhadores em Sergipe diante de um cenário delicado e já conhecido: a dificuldade histórica de eleger mais de um deputado federal. Com a presença simultânea de João Daniel e Márcio Macedo na corrida, a legenda passa a administrar um dilema que pode definir não apenas quem poderá ser eleito, mas até mesmo se conseguirá manter representação na Câmara dos Deputados.
JD enfrenta um contexto consideravelmente mais complexo do que em eleições anteriores. Embora mantenha um mandato marcado pela coerência ideológica, forte ligação com os movimentos sociais, sindicatos e a agricultura familiar, o parlamentar agora precisa dividir espaço com Márcio, que retorna ao cenário eleitoral com mais musculatura política após sua passagem pelo governo federal e relação direta com o presidente Lula.
Ele chega à disputa com vantagens competitivas, como maior exposição nacional, capacidade de articulação com prefeitos e lideranças municipais e maior capilaridade eleitoral em algumas regiões. Esse conjunto de fatores, como já destacado pela Realce, tende a intensificar a concorrência direta entre os dois principais quadros da sigla na corrida.
Para João, o cenário representa um verdadeiro teste de sobrevivência política. E há ainda um fator de alerta: caso nenhum dos dois consiga atingir votação suficiente para elevar o partido acima do quociente eleitoral, o PT pode, inclusive, ficar sem nenhuma cadeira na Câmara Federal, hipótese que, diante do aumento da competitividade em 2026, não é descartada nos bastidores.
Em 2022, João obteve 68.969 votos, Eliane Aquino garantiu 66.072, e Dandara somou 2.884 votos. Já no pleito de 2018, JD registrou 59.933 votos, Márcio alcançou 49.055, e a professora Angela ficou com 13.528 votos.


