A Câmara Municipal de Aracaju aprovou o Projeto de Lei nº 195/2025, que institui no calendário oficial do município o Dia Municipal de Rememoração da Resistência à Ditadura Militar de 1964 a 1985. A proposta, de autoria da vereadora Sônia Meire (PSOL), foi aprovada com 11 votos favoráveis e apenas um contrário, registrado pelo vereador Lúcio Flávio (PL).
Ao justificar o voto contrário, Lúcio afirmou ser contra qualquer forma de ditadura, mas disse não concordar com o que classificou como uma tentativa de “homenagear revolucionários” que, segundo ele, teriam cometido crimes durante o período do regime militar.
Em pronunciamento na tribuna, o parlamentar declarou que o projeto não se trataria de uma iniciativa contra ditaduras, mas de uma “apologia” a pessoas que “assaltaram bancos, mataram policiais, roubaram armas e tentaram impor uma ditadura do proletariado”.
O vereador também afirmou que houve excessos e erros durante o regime militar, mas defendeu que isso não justificaria, em suas palavras, “valorizar bandidos, assaltantes de banco e pessoas que atacaram as forças militares de proteção do país”. Lúcio disse ainda que não apoiaria qualquer homenagem a esses grupos e que seu posicionamento contrário tinha como objetivo deixar claro que é contra a ditadura, mas não reconhece como resistência os atos praticados por militantes armados da época.
Com a aprovação, o PL segue agora para sanção, consolidando a criação da data no calendário municipal de Aracaju.


