A Federação União Progressista ainda enfrenta percalços em alguns estados, onde não tem encontrado consenso para as eleições de 2026 e, consequentemente, vem deixando incerta a sua formalização. Nos bastidores, porém, interlocutores apontam que o martelo deve ser batido já em março, o que tende a alinhar o projeto do bloco para o pleito deste ano. E em Sergipe, a corrida promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos.
O cenário interno, no entanto, é tudo menos confortável. A federação já conta com a deputada federal Yandra Moura (UB), que deve novamente figurar entre as mais votadas, além do deputado federal Gustinho Ribeiro, veterano que buscará a reeleição e cuja entrada no bloco elevou o nível da disputa.
Além disso, há o vereador de Aracaju Levi Oliveira (PP), que conta com as articulações pesadas do tio e senador Laércio Oliveira (PP), que tem sua eleição como uma das prioridades para 2026.
A projeção interna é de que a União Progressista possa conquistar duas cadeiras, ou mais, na bancada federal por Sergipe, o que torna a briga ainda mais acirrada.
Nesse contexto, o ex-deputado Capitão Samuel passou a avaliar com cautela sua permanência no bloco. A própria Realce já havia antecipado a possibilidade de debandada de nomes do União Brasil e também do PSB rumo ao MDB, comandado em Sergipe pelo senador Alessandro Vieira, movimento que o próprio Samuel admitiu publicamente. Segundo ele, o cenário dentro da federação ficou menos favorável após a chegada de Gustinho, justamente porque a chapa já larga com nomes fortes como Yandra e Levi, turbinado pela estrutura política de Laércio.
Samuel revelou ter recebido convites do governador Fábio Mitidieri para se filiar ao PSD ou ao PSB, além de um chamado direto de Alessandro para ingressar no MDB e um aceno da direção nacional do Podemos. Apesar disso, fez questão de frisar que, independentemente do destino partidário, seguirá na base do governador. Ainda assim, deixou aberta a possibilidade de permanecer na federação caso as projeções apontem para um alto coeficiente eleitoral capaz de garantir mais vagas federais ao bloco.
Portanto, nos próximos meses, a Federação caminha para uma definição que promete mexer diretamente no jogo de 2026. E em Sergipe, ao que tudo indica, ninguém terá vida fácil na corrida por uma cadeira na Câmara Federal.


