A disputa pelo Governo do Estado aparece, neste momento, relativamente bem encaminhada, com o governador Fábio Mitidieri (PSD) colhendo os frutos do foco na gestão, liderando a corrida nas pesquisas e mantendo índices de aprovação considerados confortáveis. Do outro lado, porém, a corrida pelo Senado desponta como um dos principais campos de incertezas do pleito, especialmente quando se trata da segunda vaga.
Na avaliação predominante da classe política e de levantamentos internos que circulam nos bastidores, o senador Rogério Carvalho (PT) larga hoje como favorito à reeleição para a Casa Alta, podendo ser o mais votado. O petista se apoia na força do mandato, na presença constante em Brasília e na expectativa de transferência de votos do presidente Lula (PT), fatores que, até aqui, lhe garantem uma posição mais confortável no jogo.
Logo, a guerra se concentra hoje em quem ocupará a segunda cadeira, que provavelmente deverá ser um nome que disputa os eleitores de centro-direita, que neste momento encontram-se completamente fragmentados.
Rodrigo Valadares (UB), que deve em breve migrar para o PL, tenta garantir o apoio de Emília Corrêa (Republicanos) e manter o favoritismo que chegou a alcançar ainda em 2025 com o respaldo dos bolsonaristas mais ferrenhos. O senador Alessandro Vieira (MDB) voltou ao jogo com mais fôlego do que muitos projetavam meses atrás, e a expectativa é de embates ainda mais acirrados com o ex-deputado André Moura (UB) após sua saída da chapa. No seu caso, parte da direita mais conservadora avalia que ele não é um pré-candidato propriamente direitista, mas é entre a centro-direita que concentra seu maior percentual de eleitores, já que possui pouca penetração na centro-esquerda, campo em que Edvaldo Nogueira (PDT) tende a ter uma boa parcela do primeiro voto em Aracaju e do segundo voto no estado.
Já Eduardo Amorim (Republicanos) contará com o respaldo garantido da prefeitura de Aracaju, enquanto Adailton Sousa (Podemos) quer o espaço que pode ser deixado por Rodrigo.
Ou seja, enquanto a eleição para o Governo caminha, ao menos por ora, em trilhos mais previsíveis, a disputa pelo Senado deve concentrar a verdadeira guerra política de 2026 em Sergipe, com a segunda vaga completamente em aberto.


