Uma fonte ligada à direção nacional do PL revelou à Realce, em Brasília-DF, que o vazamento do documento com anotações de Flávio Bolsonaro não teria sido acidental. As informações são de que a exposição das estratégias estaduais do partido faria parte de um movimento calculado para pressionar lideranças que ainda não definiram uma posição clara com o bolsonarismo para 2026, o que incluiria a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos).
De acordo com a fonte e o documento vazado, no estado, o clã Bolsonaro trabalha, neste momento, com o desenho de um palanque que teria o deputado Rodrigo Valadares (UB) e o nome de Coronel Rocha para o Senado, além do vice-prefeito Ricardo Marques (Cidadania) como possível candidato ao Governo, descartando Valmir de Francisquinho (Republicanos) para o Palácio dos Despachos e Eduardo Amorim (Republicanos) para a Casa Alta.
Apesar disso, a mesma fonte afirma que Flávio poderá buscar diálogo com Emília para tentar uma composição e evitar um rompimento definitivo no agrupamento de direita em Sergipe, mas que há grande insatisfação do Clã Bolsonaro com o grupo da prefeita. “Eles se sentiram usados pelo agrupamento e podem construir um novo grupo muito mais forte da direita no estado”, declarou a fonte.
Por isso, o vazamento teria sido deliberado justamente para aumentar a pressão sobre lideranças que permanecem “em cima do muro”, para basicamente forçar definições e acelerar negociações nos estados considerados estratégicos.
E vale pontuar que isso ocorre justamente um dia depois do encontro de Emília, Valmir, André David, Eduardo e cia com a direção nacional do Republicanos em Brasília, feito para deliberações com relação às chapas do partido no estado.
As anotações foram feitas ao longo de reuniões de Flávio Bolsonaro com integrantes da cúpula do PL e aliados políticos. Após a divulgação do material, o senador confirmou a autoria dos registros, mas ponderou que parte das opiniões anotadas teria sido sugerida por interlocutores.

