O deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de vazamento de informações ao Comando Vermelho (CV) e, nos bastidores, já era cotado para assumir o Palácio Guanabara em caso de saída do governador Cláudio Castro, prevista para abril. No desenho político que vinha sendo estruturado, o ex-deputado federal André Moura aparecia como possível nome para seu secretariado.
Segundo anotações apreendidas pela PF durante buscas em endereços ligados a Bacellar, havia indícios da montagem antecipada de um eventual governo. O material sugere que o parlamentar organizava previamente nomes e espaços estratégicos para uma possível gestão estadual.
Entre os citados nas anotações estariam, além de AM, o ex-procurador de Justiça Marfan Vieira para a vice-governadoria; Douglas Ruas para a Secretaria de Obras; Rodrigo Pimentel ou o ministro do STJ Antônio Saldanha Palheiro para a área de Segurança Pública; e Anderson Silva para a Secretaria de Esportes. Também surgiram como alternativas para a vice os nomes de Luiz Eduardo Baptista (Bap) e Rodolfo Landim.
Segundo informações do G1, não há indicação de ilícito na simples organização de cenários políticos ou na projeção de equipe para uma eventual gestão.
Investigadores ressaltam que, embora não haja crime na elaboração da lista, o material passou a ser analisado no contexto mais amplo das apurações, especialmente no que diz respeito às relações e às articulações do então presidente da Alerj.


