Os sinais têm sido cada vez mais claros de que Emília Corrêa (Republicanos) não deve manter sua palavra com Rodrigo Valadares (UB) e desfazer os acordos firmados ainda em 2024, quando o deputado federal foi importante para sua vitória na capital, assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os seus eleitores no Estado. E isso, consequentemente, deve acarretar em mudanças em sua gestão, como a saída da mãe do parlamentar, Simone Valadares, da Secretaria de Assistência Social.
Conforme fontes de dentro do grupo da prefeita, cresce a avaliação de que a permanência de Simone à frente da pasta tornou-se insustentável diante da tensão entre Emília e Rodrigo, que vem se intensificando nas últimas semanas com declarações do deputado. A tendência é que a crise política entre eles fale mais alto do que a avaliação administrativa da secretária, que vinha sendo avaliada positivamente à frente da pasta.
E caso se confirme, a saída de Simone da Secretaria será a chancela do rompimento entre a prefeita e o deputado, que já vinha sendo especulado desde o ano passado, quando ocorreu a mudança no comando do PL e Corrêa decidiu seguir o seu líder, Edivan Amorim no Republicanos, em vez de reafirmar lealdade a Bolsonaro e permanecer no partido ao lado de Rodrigo.
Ainda em 2025, Emília chegou a anunciá-lo como um dos seus candidatos ao Senado, ao lado de Eduardo Amorim, mas, após os episódios envolvendo o PL, recuou e jogou a decisão para o grupo. A mudança de postura provocou forte reação de Rodrigo e do núcleo bolsonarista, que passou a pressionar publicamente a prefeita para que mantenha os compromissos firmados. O próprio deputado e seus aliados já alertam que a gestora poderá carregar a pecha de traidora se voltar atrás em sua palavra.


