A campanha “São João Sem Milhão”, lançada pela União dos Municípios da Bahia (UPB), com apoio do Ministério Público (MP-BA), do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), propõe limitar em até R$ 700 mil os cachês pagos por apresentação no estado vizinho, com o objetivo de preservar a saúde financeira das prefeituras.
E com a possível adoção do teto, nomes de grande destaque nacional podem ficar de fora das programações. Entre os artistas com valores mais elevados estão Wesley Safadão, que cobra cerca de R$ 1,1 milhão por show, e Gusttavo Lima, cujo cachê pode chegar a R$ 1,2 milhão, hoje entre os mais altos do circuito junino. Também aparecem na lista de valores elevados a dupla Jorge & Mateus, com cerca de R$ 1 milhão por apresentação.
Na faixa considerada crítica pela UPB estão ainda o sergipano Natanzinho Lima, Simone Mendes e Nattan, que giram em torno de R$ 900 mil por show. Outros nomes populares, como Zé Neto & Cristiano, Ana Castela, Maiara & Maraisa, Bruno & Marrone e Alok, também operam acima do limite.
Apesar da mobilização, alguns municípios baianos já anunciaram atrações com cachês superiores ao teto proposto, o que indica que a aplicação da medida ainda deve gerar debate e possíveis ajustes.


