O PSOL deve analisar ainda nesta semana a proposta de adesão à Federação Brasil da Esperança, bloco atualmente formado por PT, PCdoB e PV. A discussão ocorre em meio às movimentações partidárias visando as eleições e à necessidade de superar a cláusula de desempenho, tema que tem pressionado legendas de menor bancada a buscarem alianças mais amplas.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, confirmou que o assunto será formalmente debatido pela direção partidária no sábado, 7, após diálogo recente com dirigentes petistas. Segundo ela, a avaliação considera tanto o cenário eleitoral nos estados quanto o posicionamento do partido no campo progressista.
Internamente, porém, a proposta não é consenso. Setores da militância avaliam que a federação pode limitar candidaturas próprias e favorecer nomes do PT em disputas regionais. Há também o receio de descaracterização do programa político do PSOL, fundado em 2005 justamente a partir de uma dissidência petista.
Por outro lado, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, defende que a possível união ajudaria a manter coeso o campo progressista em torno de pautas prioritárias do governo federal.
Para formar uma federação, dois ou mais partidos devem chegar a um acordo e se registrarem como tal no Tribunal Superior Eleitoral, em um acordo com validade de quatro anos.
A partir do registro, as legendas envolvidas preservam suas próprias estruturas partidárias (como os filiados e as sedes de diretórios), mas ficam obrigadas a lançar candidaturas únicas para cargos majoritários, independentemente da região do país, bem como orientar em conjunto as votações no Congresso. Além disso, elas dividem os recursos do fundo partidário e o tempo de propaganda no rádio e na televisão no período.


