O clima na oposição sergipana esquentou de vez nesta semana com a formalização do rompimento entre Emília Corrêa (Republicanos) e Rodrigo Valadares (UB), após a exoneração de Simone Valadares da Secretaria de Assistência Social. E, desde então, o deputado não tem poupado a prefeita em suas declarações.
Uma das falas que mais chamou atenção foi justamente sobre algo que a oposição à gestora na Câmara Municipal vem denunciando desde o ano passado: a tese de que não é Emília quem manda na própria gestão, mas sim Edivan Amorim (Podemos), que teria forte influência sobre diversas pastas da prefeitura, especialmente aquelas com orçamentos mais robustos.
Segundo Rodrigo, Amorim seria o verdadeiro prefeito em exercício na capital. “Ele é o prefeito em exercício e líder do grupo do qual ela faz parte. Eu achava que era ela, mas infelizmente quem manda e decide chama-se Amorim. Ele que dividiu a direita”, afirmou o deputado.
O parlamentar também declarou que a prefeita teria decidido não apoiar o palanque de Bolsonaro em Sergipe por influência de Amorim, que, segundo ele, não gosta do ex-presidente. “Amorim não deixa que ela venha para esse palanque. Veja minhas falas durante todos esses últimos meses buscando entendimento para a formação do palanque da direita. Mas Amorim não deixa, pois ele não gosta de Bolsonaro e só pensa na eleição do irmão ao Senado, e ela obedece a ele”, disse.


