Um grupo de mulheres diagnosticadas com fibromialgia voltou à Câmara de Vereadores de Itabaiana nesta semana para denunciar a falta de assistência no município. Segundo os relatos, mesmo após reivindicações feitas desde agosto de 2025, as pacientes continuam sem acesso a atendimento especializado, especialmente com médico reumatologista.
“Desde agosto que nada… nem medicação, nem tratamento multidisciplinar, nada”, afirmou uma das mulheres, em entrevista ao programa Balança Sergipe.
De acordo com as denunciantes, a situação se agrava diante da demora na contratação de profissionais e da inexistência de suporte contínuo na rede pública. Elas relatam que não têm acesso regular a acompanhamento com psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas e nutricionistas, o que compromete diretamente a qualidade de vida. “Você não precisa só de um médico, são vários profissionais. E até agora só está em processo de contratação”, criticou.
Sem esse suporte, muitas relatam agravamento dos sintomas, que incluem dores intensas, crises de ansiedade e depressão.
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas no corpo, sem causa inflamatória ou lesão aparente identificável em exames convencionais. Além da dor persistente, a condição costuma estar associada a sintomas como fadiga intensa, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e dificuldade de concentração. Considerada uma doença de diagnóstico clínico, a fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento multidisciplinar, que inclui acompanhamento médico, uso de medicação e terapias complementares para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.


