O senador Rogério Carvalho (PT) defendeu uma investigação ampla sobre o caso envolvendo o Banco Master, durante reunião da CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira, 18. Para o parlamentar, o escândalo vai além de irregularidades financeiras e pode ter conexões políticas que precisam ser esclarecidas, inclusive no financiamento de campanhas eleitorais.
“O presidente do Partido Liberal que disse que o Banco Master doou recursos para campanhas do então candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro, e do então candidato a governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ele afirmou, e estamos investigando um esquema de corrupção, um esquema que transcende a corrupção banal, mas sim um esquema que se caracteriza como organização criminosa no sistema financeiro”, afirmou.
O senador também criticou o que considera omissões de instituições responsáveis pela fiscalização, como o Banco Central e o Ministério da Fazenda à época dos fatos, defendendo que a CPI não limite seu escopo apenas ao sistema financeiro, mas avance sobre possíveis ramificações políticas do esquema.
“Não cabe a esta comissão se omitir sob o argumento de que se está ‘politizando’ o tema. Esta é uma comissão do Senado e tem um papel claro: lançar luz sobre os fatos”, disse, demonstrando preocupação com tentativas de limitar a transparência das investigações.


