O receio de Valmir de Francisquinho (Republicanos) sobre a saída definitiva da Prefeitura de Itabaiana para disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano tem crescido nos últimos dias. É o que circula nos bastidores, inclusive entre lideranças ligadas ao prefeito licenciado. Aliados afirmam que ele não confia na manutenção da liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferida no último mês de janeiro, que suspendeu temporariamente sua condenação por improbidade administrativa no caso do Matadouro.
Além disso, ele também estaria receoso sobre a fidelidade política de Eduardo (Republicanos) e Edivan Amorim (Podemos), que até pouco tempo atrás eram seus desafetos dentro do grupo, ao seu projeto.
As informações são de que os irmãos, que trocaram farpas e acusações públicas com o prefeito no ano passado, em um momento oportuno, poderiam pular sutilmente do barco de Valmir e procurar um outro nome competitivo, como o delegado André David (Republicanos) ou o próprio Eduardo.
Por outro lado, há também o fator Emília Corrêa (Republicanos), que pesa contra o itabaianense. Segundo informações apuradas pela Revista que já circulam há mais tempo nos bastidores, o projeto político da gestora está voltado para a disputa pelo governo em 2030 e, nesse contexto, não seria estratégico para ela uma eventual vitória de Valmir em 2026. Isso porque, em um cenário de derrota do prefeito, com Fábio Mitidieri (PSD) reeleito, o ambiente eleitoral daqui a quatro anos tende a ser mais favorável, já que enfrentar um candidato sem possibilidade de reeleição é, em regra, uma condição mais confortável na disputa.
A Realce apura mais informações que chegam à redação e trará maiores detalhes em breve.

