A delegada Danielle Garcia (MDB) reagiu publicamente ontem, 26, após ser cobrada pelo deputado Rodrigo Valadares (UB) a respeito de um posicionamento envolvendo a vereadora Moana Valadares (PL), que segundo ele, estaria sendo alvo de ataques, mesmo internada para tratar de uma pneumonia.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Danielle afirmou que foi ofendida pelo parlamentar e o desafiou a retomar o debate em torno de temas como violência doméstica, machismo e misoginia, especialmente diante da tramitação do projeto de lei que trata do tema no Congresso.
A cobrança de Rodrigo ocorreu por meio de comentário em rede social, no qual ele escreveu: “Lindo discurso. Pq não se solidarizou com os ataques covardes que a vereadora @moanavaladares sofreu num leito de hospital por pessoas ligadas ao seu líder Alessandro Vieira? Vcs são todos hipócritas. ‘Defende as mulheres’ pra lacrar em rede social e botam seus lacaios pra atacar uma mulher num leito de hospital. HIPÓCRITAS!”
Na resposta, Danielle questionou o direito do deputado de atacá-la pessoalmente. Ela também afirmou que não tem relação com a situação citada e criticou a tentativa de associá-la ao episódio. “Vamos discutir sobre violência doméstica, sobre machismo, sobre misoginia, sobre como o senhor vai votar nesse projeto quando chegar na Câmara”, declarou.
O projeto mencionado é o PL nº 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato e relatado por Soraya Thronicke, que tipifica a misoginia como crime no Brasil ao incluí-la na Lei do Racismo. A proposta foi aprovada no Senado com 67 votos favoráveis, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
O texto prevê pena de reclusão de um a três anos, além de multa, para atos de aversão, discriminação ou violência contra mulheres por razões de gênero. Também estabelece que o crime seja imprescritível e inafiançável.


