A decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de restringir a participação na categoria feminina dos Jogos Olímpicos a “mulheres biológicas” já tem repercutido em Aracaju. O vereador Pastor Diego (UB), por exemplo, comentou a medida e afirmou: “até que enfim”, ao reagir à nova política anunciada nesta quinta-feira, 26.
A mudança passa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e estabelece que a elegibilidade na categoria feminina será definida com base em critérios biológicos, incluindo exame genético do gene SRY. Segundo o COI, a medida busca “proteger a justiça, a segurança e a integridade” das competições femininas.
A atualização da política se alinha a diretrizes adotadas recentemente nos Estados Unidos, durante a gestão do presidente Donald Trump, que também tratou da participação de atletas trans em esportes femininos. O COI optou por estabelecer uma regra unificada, substituindo o modelo anterior, em que cada federação esportiva definia seus próprios critérios.
Apesar da repercussão, o próprio COI reconhece que não há clareza sobre o número de atletas trans em nível olímpico, destacando que nenhuma mulher trans competiu nos Jogos de Paris 2024. A nova regra não terá efeito retroativo e não se aplica a práticas esportivas de base ou recreativas.


