Restam poucos dias para chegar ao fim o mês de março, que historicamente deveria reforçar pautas de proteção e valorização das mulheres, mas que termina em Sergipe sob o peso de uma realidade incômoda: uma sequência de feminicídios que chocou o país e expôs, mais uma vez, a fragilidade das barreiras de proteção. Em poucos dias, casos registrados em diferentes municípios romperam qualquer sensação de normalidade e colocaram o estado no centro de um debate que vai muito além das estatísticas.
E a recorrência desses casos, sobretudo em um intervalo tão curto, escancara uma falha estrutural: entre a existência de mecanismos legais e a efetividade na prevenção, há um abismo que continua custando vidas.
No cenário nacional, não é diferente. O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios da história desde a tipificação do crime em 2015, consolidando uma tendência de alta. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados em março deste ano apontam que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 4,7% em relação a 2024.
E na mesma semana da sequência de casos em Sergipe, em Brasília, avançou o debate político sobre a criminalização da misoginia, com a aprovação do projeto no Senado, com apoio de todos senadores sergipanos.
A proposta inclui a prática entre os crimes previstos na Lei do Racismo e agora segue para análise da Câmara dos Deputados, onde parlamentares já começam a ser pressionados a manter o mesmo posicionamento, enquanto nomes da direita, como o deputado Nikolas Ferreira (PL), se colocam contra.
A tramitação, no entanto, também foi marcada por debates acalorados, que envolveu desde desinformação nas redes sociais a discursos de ódio. Especialistas esclarecem que o texto trata da exteriorização de ódio e desprezo contra mulheres, não de críticas ou interações comuns, como tem sido propagado.
O dilema de Valmir
Valmir de Francisquinho (Republicanos) entra na fase mais delicada de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. O próprio gestor já indicou que deve anunciar sua decisão final sobre a possível renúncia da prefeitura entre a terça e a quarta-feira da próxima semana, apesar de já ter admitido publicamente a possibilidade de não renunciar ao cargo, devido a suas inseguranças jurídicas e políticas.
Avaliação de Lúcio Flávio
Mesmo com toda troca de farpas e acusações entre Rodrigo Valadares (UB) e Emília Corrêa (Republicanos), o vereador Lúcio Flávio (PL) não avalia como um rompimento. Segundo ele, “há um mal entendido, de grandes proporções e de efeitos não previstos”.
Polêmica em São Cristóvão
Justamente quando voltou a ganhar força os debates sobre a disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão, com o avanço do possível plebiscito no Congresso, críticas do influenciador Anderson Dias ao turismo da Cidade Mãe geraram forte repercussão e levantaram suspeitas entre moradores, que questionaram o “timing” das publicações e chegaram a acusá-lo de favorecimento à capital, enquanto outros reforçaram os problemas apontados; o episódio se intensificou após troca de farpas com a secretária Paola Santana e ocorre em meio à aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 6/2024, que pode impactar diretamente a disputa pela Zona de Expansão.
Repercussão nacional
Gerou grande repercussão nacional a escolha de Flávio da Direita Sergipana para presidir o PL Jovem em Sergipe, diante do histórico do novo dirigente, citado em um caso de tentativa de homicídio contra um militante do PT nas eleições de 2024.
Federação aprovada
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta semana a federação União Progressista. O bloco agora passa a representar a maior força partidária do país, e peça-chave na disputa eleitoral deste ano, inclusive em Sergipe*
Projeções
No estado, as projeções da federação são ambiciosas nas disputas proporcionais, visando eleger seis deputados estaduais, e dois federais.
Mais um rompimento entre prefeito e vice
Sergipe tem testemunhado uma sequência de rompimentos entre prefeitos e vice-prefeitos e, desta vez, o cenário se repete em São Domingos, com o prefeito Binho e seu vice, Aduilson. As especulações sobre um possível afastamento entre os dois já vinham ganhando força desde 2025 e agora se consolidam, após o anúncio do gestor de seus apoios para 2026.
Música no Fantástico
O governador Fábio Mitidieri já pode pedir música no Fantástico: ele lidera a terceira pesquisa de intenção de voto divulgada em 2026 para a disputa pelo governo do estado, consolidando-se como favorito. O levantamento do Instituto Positiva Pesquisas, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SE-05198/2026, mostra o gestor na frente em todos os cenários e contra todos os possíveis adversários.


