A deputada federal Katarina Feitoza (PSD) se posicionou hoje, 30, a favor da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, tema que tem ganhado força no debate nacional e deve avançar no Congresso nas próximas semanas.
Para ela, o modelo atual ainda pesa sobre milhões de brasileiros: “Trabalhar seis dias para folgar um. Esse ainda é um modelo de trabalho de milhões de brasileiros”.
Ao abordar os impactos da jornada extensa, Katarina destacou o desgaste físico e emocional enfrentado pelos trabalhadores. “Cansaço acumulado, queda de produtividade, adoecimento físico e mental, falta de tempo […] para cuidar da saúde, para estudar, tempo com a família”, afirmou. Na avaliação da parlamentar, reduzir a jornada sem diminuir salários pode ser um caminho para reequilibrar a vida profissional e pessoal: “Reduzir a jornada de trabalho sem redução de salário […] parece uma boa ideia, não é não?”.
Apesar de defender a mudança, a deputada reconheceu que o tema está longe de ser consenso e exige cautela. “Não é um debate nada simples”, ponderou, ao citar preocupações levantadas por setores econômicos sobre aumento de custos, impacto nos preços e necessidade de novas contratações para manter a produção.
A discussão gira em torno de propostas como a PEC 8/25, de Erika Hilton, e a PEC 221/19, de Reginaldo Lopes, que tratam da redução da jornada e do fim da escala 6×1.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que pretende levar o tema ao plenário ainda no mês de maio. Ele também defendeu mais tempo para lazer, saúde e família, mas reforçou a necessidade de ouvir quem gera empregos para evitar impactos negativos na economia.
Katarina segue na mesma linha de equilíbrio. “O desafio aqui é encontrar o equilíbrio entre proteger o trabalhador sem gerar desemprego […] e modernizar as relações de trabalho sem inviabilizar as empresas”, destacou.


