A montagem da chapa da federação União-Progressistas em Sergipe começa a ganhar forma e, ao mesmo tempo, escancara um cenário inevitável, onde a disputa interna deve ser tão acirrada quanto a eleição em si.
Com projeções que giram entre cinco e até seis cadeiras na Assembleia Legislativa, o grupo reúne nomes de peso, o que transforma a formação da chapa em uma verdadeira guerra por espaço.
Entre os nomes mais fortes, há um consenso nos bastidores de que Cristiano Cavalcante, Kaká Santos, Netinho Guimarães e Lidiane Lucena largam na frente. São nomes com mandato, estrutura consolidada e capilaridade eleitoral, o que os coloca como favoritos naturais dentro da federação. Logo atrás, aparecem Marcelo Sobral e Pato Maravilha, também com potencial competitivo para brigar diretamente por vaga, além de Pastor Diego, que chegará como uma aposta dos conservadores para a Casa.
E nesse cenário de alta competitividade, a situação da ex-prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro, se torna mais delicada. Sem o mesmo lastro político de outros momentos e enfrentando perda de base em seu principal reduto, desde a fatídica derrota de seu grupo em 2024, ela entra na disputa em clara desvantagem, tendo que correr contra o tempo para não ficar pelo caminho, diante de tantos nomes fortes no “chapão”.
Vale ressaltar novamente que a federação tem potencial real para eleger uma bancada robusta, mas o custo disso será alto internamente. Com mais nomes competitivos do que vagas disponíveis, a pergunta que passa a dominar os bastidores não é mais quantos serão eleitos, mas sim quem ficará de fora.


