O ressentimento de Valmir de Francisquinho (Republicanos) com Emília Corrêa (Republicanos) por não ter sido recompensado com cargos pelo apoio que lhe foi dado nas eleições municipais de 2024, em Aracaju, parece ter sumido da noite para o dia desde que anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Em entrevista nesta segunda-feira, 6, por exemplo, ele negou qualquer mágoa e afirmou que nunca esperou cargos na gestão municipal da capital, sustentando que houve apenas “leituras equivocadas” sobre suas declarações anteriores.
A mudança de discurso chama atenção porque, desde o fim das eleições de 2024, Valmir vinha adotando uma postura bem diferente. Após apoiar Emília no segundo turno, mesmo já eleito em Itabaiana, ele passou a cobrar espaço na administração e chegou a classificá-la como ingrata por não contemplar seu grupo político com cargos. As críticas foram feitas em diversas ocasiões públicas e marcaram o distanciamento entre os dois naquele momento.
Agora, porém, Valmir afirma que nunca teve interesse em cargos pessoais e que sua cobrança se limitava à inclusão de aliados de Aracaju na gestão.
“Eu nunca quis cargo de Emília. O que eu pedi na época, o que eu abordei, foi pra que ela pudesse atender aquelas pessoas daqui de Aracaju, porque Emília tem que trabalhar é para os aracajuanos, não é para o povo de Itabaiana, nem de Areia Branca, nem de outros municípios, não. Emília é prefeita de Aracaju, então ela tem que dar espaço aos aracajuanos. E aquelas que caminharam comigo pelas ruas de Aracaju, tanto do centro como dos bairros, elas precisavam e foram atendidas”, disse, na Fan FM.
Segundo ele, a prefeita teria, posteriormente, atendido essas demandas ao reconhecer a competência de pessoas ligadas ao seu grupo. “Ela foi atendendo e ela foi vendo, entendendo que essas pessoas são pessoas competentes e que pessoas que estão ajudando a ela administrar. Então foi essa a colocação. Mas nós nunca tivemos discussão”, acrescentou.


