Com a corrida pelo Senado em Sergipe começando a ganhar forma, os principais pré-candidatos já deixam claro os caminhos que devem adotar ao longo da campanha. Enquanto uma das vagas tende a se consolidar com maior previsibilidade, a segunda permanece em aberto, ampliando o espaço para embates e diferentes estratégias eleitorais. A Realce reuniu os principais nomes colocados até o momento e as narrativas que vêm sendo construídas por cada um deles.
O senador Rogério Carvalho (PT) desponta hoje como o principal favorito na disputa, sustentado pela força do mandato, pelo protagonismo nacional e pelo apoio direto do presidente Lula, que o trata como prioridade para 2026. Esse cenário já começa a se consolidar como consenso entre a classe política.
Seu discurso tem sido pautado na defesa dos avanços de seu mandato, com destaque para a luta pela retomada da Petrobras em Sergipe, que promete impulsionar a geração de empregos e recolocar o estado como protagonista no setor energético. Além disso, reforça pautas voltadas à classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1, da qual é o um dos maiores defensores.
Na ala da direita, o deputado federal Rodrigo Valadares (PL) assumiu de vez o papel de representante do bolsonarismo no estado e aposta em um discurso ideológico consolidado em valores conservadores, como “Deus, pátria e família”. Buscando se firmar como o nome da “verdadeira direita” em Sergipe, ele conta com o respaldo de lideranças nacionais, como Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro, e tem reforçado seu discurso contra lideranças que acredita que só surfam na onda bolsonarista, mas não assumem seu ônus, como Emília, Valmir e os Amorim.
O parlamentar tem duelado diretamente nos últimos dias com o delegado André David (Republicanos), que chega na corrida com seu discurso de enfrentamento ao sistema, ao tráfico de drogas e contra o crime, alicerçado nos feitos de sua atuação na segurança pública, inclusive, já aparecendo com altos percentuais nas pesquisas, como na mais recente do Instituto França (SE-07227/2026).
Já o senador Alessandro Vieira (MDB) tem intensificado sua atuação em Brasília, especialmente em comissões parlamentares de inquérito, ampliando sua visibilidade tanto no estado quanto no cenário nacional. Nos bastidores, cresce a leitura de que essa movimentação também cumpre papel eleitoral. Seu principal discurso segue centrado no combate à corrupção, retomando uma linha semelhante à adotada em 2018, mas agora sem o apoio direto dos setores bolsonaristas.
O ex-senador Eduardo Amorim (Republicanos), por sua vez, disputa espaço dentro do campo conservador, num duelo com a ala de Rodrigo, e deve resgatar os feitos de seu mandato em seus discursos.
Edvaldo Nogueira (PDT) tenta construir uma pré-candidatura com perfil independente. Desde que se colocou na disputa, tem enfatizado os resultados de suas gestões à frente da prefeitura de Aracaju, na maioria das vezes em comparação com a atual administração de Emília Corrêa (Republicanos), sobretudo diante de indicadores negativos da prefeita. Sua estratégia passa por consolidar força eleitoral na capital, ao mesmo tempo em que busca reduzir sua fragilidade no interior.
Já André Moura (UB) aposta em um discurso baseado no histórico de sua atuação como deputado federal, destacando o volume de recursos destinados ao estado. Paralelamente, tem reforçado mensagens para o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, além de possíveis propostas. Nos próximos meses, a tendência é de intensificação de embates, especialmente com nomes que disputam o mesmo eleitorado, como Alessandro.
Além desses, outros pré-candidatos também começam a se movimentar, cada um com suas próprias estratégias, num cenário que ainda promete mudanças até a consolidação definitiva das chapas para 2026.

