Como antecipado com exclusividade pela Realce desde o início do ano, a oposição em Sergipe deve migrar em peso para o Republicanos, redesenhando completamente o cenário interno do partido para as eleições de 2026. A informação, confirmada por fontes nacionais, pode consolidar a sigla como a nova casa das principais lideranças oposicionistas, e ampliar ainda mais o isolamento do PL de Rodrigo Valadares.
A única incógnita seria sobre o destino do atual presidente do Republicanos em Sergipe, Gustinho Ribeiro. Segundo fontes da executiva nacional, o deputado não deve permanecer no partido, e a tendência é que migre para a Federação UP, ou, caso o acordo entre as lideranças das siglas seja desfeito, para o Progressista.
Por outro lado, havia, e ainda há, informações de que Gustinho participou, a princípio, da articulação com a oposição, como também já revelado pela Realce. E essa movimentação previa que, se o PL permanecesse sob o comando de Edivan, Ribeiro migraria para o partido, e o bloco teria três pré-candidatos a federal com mandato, com chances reais de eleger até 3 nomes. Caso a formação não se consolidasse, ele entregaria o Republicanos. E é o que está acontecendo agora. No entanto, ainda há dúvidas se ele vai permanecer segurando o partido até o último instante para não perder os espaços que possui no governo.
Com a provável saída de Gustinho, as principais lideranças cotadas para assumirem o comando estadual do partido são a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e Edivan Amorim. A chegada da gestora marcará a virada definitiva do Republicanos em Sergipe para o campo oposicionista, mesmo partido que deve lançar Tarcísio de Freitas como candidato à Presidência da República, reforçando o alinhamento com o campo conservador.
Além de Emília, Thiago de Joaldo e Ícaro de Valmir também devem migrar para o partido. E nessa conjuntura, André David, que pode assumir mandato ainda nesta legislatura, permaneceria para compor a chapa de federal, que, com a nova formação, terá grandes chances de fazer dois deputados.
A informação de bastidor é de que o Republicanos pretende lançar candidato próprio ao Senado e ao Governo do Estado. E caso nenhum novo partido seja integrado à base oposicionista, o Podemos, agora comandado por Edivan Amorim e Adailton Sousa, será o responsável por indicar o vice na chapa majoritária.
Enquanto isso, Rodrigo Valadares fica cada vez mais isolado politicamente no PL, que deve ver uma debandada ainda maior. E, nesse campo oposicionista repleto de vaidades, brigas internas por poder e reviravoltas, muitas águas deverão rolar.


