Faltam cerca de nove meses para que os eleitores voltem às urnas, e a pré-campanha, ainda que com diversas ações informais, já está em pleno curso e em ritmo cada vez mais acelerado. Ou seja, as eleições de 2026 já deixaram de ser um horizonte distante e, para aqueles que almejam estar no páreo, o tempo é decisivo, sendo subestimá-lo um erro fatal.
Como já abordado pela Realce, quem soube compreender o peso do ano pré-eleitoral, mesmo sem eleições no calendário, tende a largar em vantagem. É exatamente esse o caso do governador Fábio Mitidieri (PSD), que apostou em focar na gestão para se fortalecer e tê-la como seu maior cabo eleitoral.
Do outro lado, a oposição chega a este momento correndo contra o tempo, pressionada por uma sucessão de atropelos, disputas de vaidade e movimentos mal calculados que a colocaram contra a parede. A decisão de Mitidieri de antecipar a definição da sua chapa acelerou ainda mais esse processo, forçando o campo oposicionista a encarar uma realidade que vinha sendo empurrada com a barriga: é preciso anunciar, de forma definitiva, quem será o nome que tentará disputar o Palácio dos Despachos.
O problema é que, até aqui, não há um nome com capilaridade política, densidade eleitoral e estrutura suficiente para enfrentar o governador em condições reais. E a demora em resolver isso tem custo.
Mas informações de bastidores indicam que uma reunião decisiva deve acontecer ainda em janeiro, numa tentativa de estancar o desgaste e dar algum rumo ao projeto oposicionista. Agora é aguardar para ver o que tentarão fazer, após meses em que os jogos de vaidade entre eles deixaram feridas incuráveis.
Sobre a disputa proporcional, lideranças intensificam desde já a organização de grupos que deverão realizar grandes “operações” nas eleições, iniciando em fases mais sutis desde já.


