Conservadores têm intensificado a pressão sobre deputados federais sergipanos para que assinem um pedido de prisão domiciliar em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mobilização ocorre com o objetivo de ampliar o número de adesões ao documento que pretende ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A coleta de assinaturas teve início em 2 de dezembro do ano passado e é conduzida por deputados federais de oposição. O requerimento pede que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, em substituição à detenção no Complexo da Papuda, em Brasília. O documento deverá ser protocolado no STF para análise do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no qual o ex-presidente foi condenado por liderar uma trama golpista.
Em Sergipe, apenas Rodrigo Valadares (UB) confirmou adesão ao pedido, entre os deputados.
Nos bastidores, os articuladores do movimento defendem que o pedido só seja formalmente apresentado ao Supremo após alcançar, no mínimo, 257 assinaturas, número que representa maioria absoluta da Câmara dos Deputados, ainda que a decisão final caiba exclusivamente ao Judiciário.
A defesa de Jair Bolsonaro tenta, desde o ano passado, obter a conversão da pena para prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente possui comorbidades que exigiriam cuidados médicos contínuos. O tema, no entanto, segue cercado de forte polarização política e jurídica, enquanto a mobilização por assinaturas expõe mais uma vez a estratégia da ala conservadora de tensionar o debate público em torno do caso.


