Com a aproximação do calendário eleitoral e o aquecimento das articulações de bastidores, os prefeitos dos maiores colégios eleitorais de Sergipe começam a assumir um papel cada vez mais estratégico na disputa de 2026. À frente de municípios que concentram grande parte do eleitorado, esses gestores passam a ser vistos como peças-chave na definição de apoios, alianças e no equilíbrio de forças entre os deferentes grupos políticos.
Nomes como Sérgio Reis (PSD), em Lagarto; Samuel Carvalho (MDB), em Nossa Senhora do Socorro; Júlio Júnior (UB), em São Cristóvão; Airton Martins (PSD), na Barra dos Coqueiros; André Graça (PSD), em Estância; Emília Corrêa (Republicanos), em Aracaju; e Valmir de Francisquinho (Republicanos), em Itabaiana, comandam cidades com peso decisivo nas urnas.
E a influência desses prefeitos se projeta diretamente sobre as chapas majoritárias e proporcionais do próximo pleito, algo que a Realce tem trazido detalhadamente em nossa série especial com os principais gestores.
Em Lagarto, Sérgio chega fortalecido após reorganizar a administração municipal e consolidar uma forte base política, o que o coloca como um dos prefeitos mais articulados do interior. Na Grande Aracaju, Samuel Carvalho, à frente do segundo maior colégio eleitoral do estado, e Júlio Júnior, em São Cristóvão, vêm fortalecendo alianças, assim como Airton Martins, na Barra dos Coqueiros. Juntos, esses municípios formam um eixo capaz de influenciar de forma decisiva o resultado das urnas.
Por outro lado, há prefeitos que chegam a 2026 com menor potencial, especialmente se comparar com anos atrás. Em Itabaiana, Valmir de Francisquinho ainda mantém força, mas enfrenta um cenário mais adverso, com perda de força política e protagonismo dentro do grupo da oposição. Situação semelhante vive Emília Corrêa, em Aracaju, com quem disputa a liderança do bloco
No Sul Sergipano, o prefeito André Graça já vem sinalizando seus alinhamentos para 2026, compondo um leque amplo de alianças que pode pesar no resultado final.
Diante desse cenário, não há dúvidas de que os prefeitos dos grandes colégios eleitorais estarão no centro do jogo em 2026. O desafio, no entanto, será transformar o prestígio administrativo e influência política em votos, em um pleito que promete ser marcado por disputas intensas, rearranjos de forças e testes de liderança nas urnas.


