Voltou a ganhar força nos bastidores a possibilidade de o vice-prefeito Ricardo Marques (Cidadania) deixar o agrupamento de oposição após suas novas declarações, nas quais ele condiciona sua permanência no campo oposicionista ao grau de acolhimento, sinalizando desconforto com o espaço que vem ocupando.
“Eu canso de dizer, gente, eu sou do agrupamento de oposição. Quando eu entrei na política, há exatamente cinco anos, eu entrei no agrupamento de oposição e estou nele. Mas eu só fico num agrupamento quando eu sou bem-acolhido”, afirmou Ricardo, em entrevista.
Em seguida, o vice-prefeito fez um alerta sobre sua permanência. “Se ficam me empurrando, se não me querem presente, aí a população tem que ficar atenta com isso, porque a população conhece Ricardo Marques, conhece a história de Ricardo Marques. A gente precisa de um agrupamento? Precisa, porque para concorrer à eleição a gente precisa de partidos. Mas você só fica em um local quando é acolhido por esse local”, completou.
Não é de hoje que circulam especulações sobre uma possível saída de Ricardo Marques da oposição. Os comentários se intensificaram especialmente após o vice-prefeito perceber que sua posição na gestão municipal foi completamente esvaziada pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), com quem já rompeu politicamente. Nos bastidores, aliados de Ricardo avaliam que houve ingratidão por parte da gestora, sobretudo pelo fato de o vice ter sido considerado peça central na vitória eleitoral de 2024, contribuindo decisivamente para a construção da chapa vencedora.
Além do desgaste na capital, a hipótese de afastamento da oposição ganhou força também após declarações de Ricardo elogiando entregas do governo Fábio Mitidieri (PSD), especialmente na área da educação. O gesto chamou atenção, especialmente considerando que Marques já havia apoiado o governador nas eleições estaduais, o que reforça a leitura de que o vice-prefeito mantém canais abertos com o grupo governista.


