2026 será tudo ou nada para Edvaldo Nogueira. O ex-prefeito de Aracaju, que pretende retornar às urnas da capital em 2028 de olho novamente na Prefeitura, encara o pleito deste ano como um verdadeiro termômetro para suas ambições de longo prazo. Ao optar por caminhar com as próprias pernas, ele sinaliza confiança no próprio capital político, mas também assume riscos consideráveis num cenário cada vez mais competitivo.
Ele já abriu pré-campanha, intensificou contatos e demonstra disposição para não recuar da corrida, mesmo sabendo que o resultado de 2026 será determinante para seu futuro político.
Na capital, Edvaldo segue como um nome forte. Seu histórico administrativo ainda pesa positivamente junto a parcelas expressivas do eleitorado aracajuano, sobretudo quando comparado aos adversários ligados ao grupo da prefeita Emília Corrêa, com quem tende a voltar a medir forças direta ou indiretamente nas urnas. Nesse ambiente, ele mostra musculatura política, recall eleitoral e capacidade de mobilização que o colocam em posição competitiva.
O grande dilema, no entanto, está fora da capital. Durante seus mandatos como prefeito, Edvaldo manteve pouca presença no interior e articulou de forma limitada com lideranças regionais. Agora, corre contra o tempo para reduzir essa lacuna, ampliando agendas e tentando construir pontes onde antes quase não havia trânsito político. É um desafio complexo, já que o interior costuma ser decisivo em disputas proporcionais e majoritárias.
Se 2026 lhe for favorável, Edvaldo chega fortalecido para 2028. Caso contrário, pode comprometer seriamente seu projeto de retorno ao comando da capital.


