Os sergipanos retornarão às urnas em outubro deste ano com a missão de escolher dois nomes para o Senado e, nesse cenário, já têm várias opções postas. A disputa reúne mandatos consolidados, projetos em construção e pré-candidaturas que ainda buscam espaço, desenhando um panorama fragmentado, e sem consenso para o segundo voto.
Rodrigo Valadares
Rodrigo Valadares (UB), que deve em breve migrar para o Partido Liberal, permanece como o principal nome do bolsonarismo em Sergipe. Com apoio do clã Bolsonaro, ele conseguiu recuperar fôlego após o tropeço inicial provocado pela disputa interna e pela forma como assumiu o comando do PL no estado. Volta a figurar entre os favoritos, embora enfrente concorrência direta pelo eleitorado conservador. Seu maior desafio, porém, é interno: o parlamentar ainda não conseguiu se firmar como consenso no grupo, sendo escanteado por lideranças como Edivan Amorim e Valmir de Francisquinho.
Rogério Carvalho
Entre os pré-candidatos, Rogério Carvalho (PT) segue como o favorito. O senador chega à corrida alicerçado na força do mandato, na liderança que construiu em Sergipe, no apoio de diversos prefeitos e lideranças regionais, além de contar com o respaldo direto do presidente Lula. Não por acaso, seu nome é tratado como prioridade pelo PT no estado, o que lhe garante musculatura política e estrutura competitiva.
Alessandro Vieira
Já Alessandro Vieira (MDB) também se ancora na força do mandato, mas trabalha com uma estratégia distinta. O senador tem mirado, sobretudo, o segundo voto, especialmente entre os eleitores de centro, apostando em um discurso mais moderado e técnico. Seu grande problema que seria o eleitorado dos extremos da direita e esquerda, que radicalizam suas ações, está se transformando numa fórmula de aceitação. E isso a Realce explicará melhor numa próxima veiculação.
Eduardo Amorim
No campo da direita, Eduardo Amorim (Republicanos) deve concentrar o apoio da máquina política de Aracaju, com o respaldo da prefeita Emília Corrêa (Republicanos) e de Edivan Amorim (Podemos). Ainda assim, tem sido ofuscado na capital por Edvaldo Nogueira (PDT), que também disputará o Senado.
Edvaldo Nogueira
O ex-prefeito demonstra mais força em Aracaju, isso não resta dúvidas, mas carrega desafios claros para avançar regionalmente, sobretudo pela ausência histórica de articulação fora da capital. Por isso, tem corrido contra o tempo em busca de capilaridade eleitoral no interior.
Adailton Sousa
Adailton Sousa (Podemos), mesmo contando com o apoio de Valmir de Francisquinho, segue sem conseguir espaço real no grupo liderado por Emília Corrêa. Os itabaianenses continuam afastados das principais decisões da chapa majoritária, enquanto a prefeita consolida para si o papel de liderança do agrupamento.
Iran Barbosa
Iran Barbosa (PSOL) também articula sua pré-candidatura, focando na militância, mas ainda de forma tímida quando comparado aos demais nomes colocados.
André Moura
Por fim, André Moura (UB) tem se movimentado nos bastidores, buscando palanque nos principais municípios e bases eleitorais.
A Realce fará, nos próximos dias, uma avaliação mais aprofundada da corrida ao Senado, com análises e informações exclusivas sobre os bastidores da disputa. Fiquem atentos aos nossos canais.


