Após a repercussão da nota conjunta de repúdio assinada por Botelho (BSP), Sergipe e Lagarto, denunciando suposta abordagem irregular da SAF Confiança a atletas de base e profissionais, pais e responsáveis de jogadores passaram a se manifestar publicamente nas redes sociais, contestando parte do conteúdo apresentado pelos clubes.
Na versão dos pais, afirmam que não houve abordagem direta aos atletas, mas sim contato com os responsáveis legais, o que, segundo eles, estaria dentro do direito das famílias de buscar melhores oportunidades para o desenvolvimento esportivo dos filhos. Alguns relatos destacam ainda que decisões desse tipo não são tomadas de forma leviana, mas após avaliação criteriosa de estrutura, projeto esportivo e perspectivas de crescimento.
“Nenhum pai ou mãe decide sobre o futuro do filho por impulso. A mudança ocorreu de forma consciente, buscando evolução e novas oportunidades”, escreveu uma mãe.
Os pais também rechaçaram acusações de pendências financeiras ou quebra de compromisso. Segundo os relatos, mensalidades e custos relacionados a competições, viagens e materiais sempre foram arcados integralmente pelos responsáveis, não havendo débitos que justificassem qualquer tipo de constrangimento ou questionamento público. “Nossos meninos não são mercadorias, tampouco propriedade de quem quer que seja. Nenhum projeto tem o direito de impor vínculos emocionais ou morais”, destacou outra manifestação em publicação da Realce. “Precisa respeitar as decisões dos pais, os meninos não são objetos não!”, acrescentou mais uma.
Até o momento, o Confiança não se pronunciou sobre a polêmica.


