A formação das chapas para o Senado em 2026 tem provocado uma movimentação intensa, ainda que discreta, nos bastidores da política sergipana, especialmente em relação à definição das primeiras suplências, que virou uma das peças mais estratégicas nas articulações.
Nesse contexto, o prefeito de Lagarto, Sérgio Reis (PSD), passou a ser um dos principais alvos mais cortejados entre os pré-candidatos ao Senado, que não buscam apenas o apoio do gestor na cidade e na região Centro-Sul, mas, sobretudo, o alcance estadual de seu grupo político. Isso porque o deputado federal Fábio Reis (PSD), irmão do mandatário e pré-candidato à reeleição para o quinto mandato na Câmara, possui bases sólidas e alianças consolidadas em diversas regiões de Sergipe, com o apoio de inúmeras lideranças municipais.
Ou seja, o interesse vai além do peso local e mira diretamente a estrutura eleitoral espalhada pelo estado e, caso indique algum suplente, ele deve ser o empresário João de Solinha, que desponta como uma das principais possibilidades nas chapas de Alessandro Vieira (MDB) ou Rogério Carvalho (PT), ambos já definidos pelo pessedista como seus candidatos ao Senado.
Outra articulação que tem chamado atenção envolve o grupo dos irmãos Amorim. Informações de bastidores dão conta de que Eduardo Amorim (Republicanos) teria convidado o pastor Itamar Bezerra, secretário de Governo da Prefeitura de Aracaju e esposo da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), para ocupar a primeira suplência de sua chapa em 2026. A iniciativa é vista como uma estratégia do projeto eleitoral do ex-senador com a estrutura política que a gestora vem montando na capital, para lhe dar apoio direto da máquina administrativa.
Vale lembrar que o nome do pastor Itamar já chegou a ser cogitado, em outro momento, como primeiro suplente de Rodrigo Valadares (UB). Essa hipótese, no entanto, hoje é considerada extremamente remota, sobretudo após a intensificação do conflito político entre os dois pré-candidatos ao Senado, provocado pela tomada do comando do PL em Sergipe.
Outras especulações também circulam com intensidade. Em Nossa Senhora do Socorro, as informações nos bastidores são que a primeira-dama Adriana Carvalho poderia ser indicada por Samuel Carvalho como primeira suplente de Alessandro Vieira, embora ainda não exista qualquer confirmação oficial. Até agora, a única chapa com definição clara é a de André Moura (UB), que já bateu o martelo e terá o vereador de Aracaju Ricardo Vasconcelos (PSD) como primeiro suplente.
Mas afinal, o que torna a primeira suplência tão cobiçada? Embora pouco debatida fora dos círculos políticos, trata-se de uma função estratégica. O suplente assume o mandato em caso de afastamento do senador eleito, seja por nomeação para ministérios, secretarias de Estado, missões diplomáticas, renúncia ou até cassação. Não por acaso, essa vaga é disputada com a mesma intensidade da cabeça de chapa, já que, em muitos casos, pode significar a chegada efetiva ao Senado da República.


