Ainda no calor do momento das eleições de 2024, quando os bastidores se efervesciam com a vitória de Emília Corrêa (Republicanos) na capital, a Realce, que trouxe com grande antecipação o favoritismo da ex-vereadora para o pleito daquele ano, e a ascensão de Valmir de Francisquinho (Republicanos) até a sua disputa ao Governo em 2022, foi pioneira e antecipou informações sobre divisões na oposição, que se intensificaram desde então, em meio aos jogos de vaidade e poder, sendo duramente atacada por aliados dos principais envolvidos, mas que hoje se confirmam e ficam cada vez mais escancaradas.
Já em novembro daquele ano, no pós-eleição municipal, a revista revelou fissuras entre lideranças que, oficialmente, insistiam em sustentar uma narrativa de coesão, apesar dos conflitos acumulados desde 2022. A Realce mostrou, por exemplo, os ruídos entre Valmir de Francisquinho (Republicanos) e Emília, especialmente pelo não reconhecimento público do apoio recebido no segundo turno, quando o itabaianense já havia sido eleito em seu berço eleitoral e buscava se redimir junto à direita independente. A prefeita, segundo ele, não o agradeceu e nem retribuiu com cargos aos seus aliados, passando a tomar dele a posição de liderança do grupo, para que o prefeito se tornasse o que é hoje: coadjuvante.
Na mesma época, o veículo também trouxe informações exclusivas sobre os atritos entre Eduardo Amorim (Republicanos) e Valmir, que passaram a apresentar versões conflitantes sobre um apoio que não foi dado a Emília em 2022, período em que o itabaianense estava inelegível para disputar o Governo do Estado. O episódio deixou marcas profundas e criou feridas que, nos bastidores, são apontadas como ainda abertas entre os dois.
A Realce também antecipou, já no início de 2025, a mudança no comando do PL, ao revelar o duelo de gigantes entre Rodrigo Valadares e Eduardo Amorim pela pré-candidatura ao Senado pelo partido. À época, a revista voltou a ser alvo de ataques, e as partes chegaram a divulgar uma foto em tentativa de demonstrar unidade. Pouco tempo depois, porém, os fatos vieram à tona, com o próprio ex-senador admitindo que o gesto foi meramente protocolar. E desde que Rodrigo venceu a queda de braço, o racha na oposição se aprofundou, com os irmãos Amorim passando a isolar progressivamente o deputado do bloco de Emília. O parlamentar, por sua vez, afirmou publicamente que o PL passou por uma “limpeza interna” e que a legenda não será espaço para “esquerdistas nem lobos em pele de cordeiro”.
E por falar em mudança partidária, a exclusiva sobre a ida do bloco de Edivan e cia para o Republicanos também foi da revista, que cravou que Gustinho Ribeiro teria perdido o comando do partido para os Amorim. Vale lembrar que, desde 2024, a Realce trouxe informações sobre as articulações da sigla com a oposição, encabeçadas por Valmir e Ícaro, que buscavam um novo destino diante dos atritos com Eduardo e Emília.
Sobre a ruptura entre Corrêa e o vice-prefeito Ricardo Marques (Cidadania) a revista também antecipou o distanciamento desde o início do mandato, tratando o rompimento como iminente, tendo em vista as decisões da prefeita que esvaziaram suas funções. Após meses de tentativas de dissimular o desgaste, apesar das farpas e sinais cada vez mais evidentes, a crise acabou se confirmando. O próprio Ricardo Marques deu a entender, em entrevista recente ao radialista Luiz Carlos Focca, que vem sendo esvaziado politicamente na gestão desde os primeiros meses.
Esses e os tantos outros episódios, inicialmente classificados como “especulação” por setores incomodados, acabaram se materializando exatamente como descrito pelo veículo, reforçando sua posição de bússola da política sergipana, como leitores e leitoras o apelidam carinhosamente.

