Estudos sobre comportamento eleitoral mostram que o eleitor tende, sobretudo, a avaliar governos a partir de critérios objetivos, como a percepção de serviços públicos, segurança, emprego e qualidade de vida. Quanto mais visíveis são os resultados de uma gestão, maior tende a ser sua capacidade de gerar aprovação espontânea. E é justamente esse cenário que se observa hoje em Sergipe, em que o governador Fábio Mitidieri (PSD) tende a ter sua gestão como seu maior cabo eleitoral nas eleições deste ano.
São várias entregas e resultados que, consequentemente, fortalecem sua imagem. Um dos exemplos está na segurança pública. Sergipe foi reconhecido, pelo terceiro ano consecutivo, como o estado mais seguro do Nordeste, de acordo com dados oficiais do Ministério da Justiça e da Segurança Pública. O desempenho é resultado da redução consistente das Mortes Violentas Intencionais, que atingiram os menores patamares da série histórica, além da queda contínua nos homicídios. O estado também avançou no ranking nacional de segurança, figurando entre os primeiros colocados, um feito expressivo para uma unidade federativa historicamente marcada por altos índices de violência no passado recente.
No Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), Sergipe aparece como líder do Nordeste no quesito infraestrutura e ocupa posição de destaque nacional na qualidade das rodovias, figurando entre os primeiros colocados do país. A recuperação e modernização da malha viária estadual, aliada a investimentos contínuos em mobilidade e logística, impacta diretamente o escoamento da produção, a atração de investimentos e a integração regional.
A educação é outro eixo onde os números ajudam a explicar o ambiente favorável à gestão. Sergipe ampliou de forma consistente a rede de escolas em tempo integral, saindo de pouco mais de 70 unidades para mais de 140 escolas neste modelo, distribuídas em dezenas de municípios. Segundo dados do Censo Escolar, o estado figura entre aqueles com maior proporção de matrículas em tempo integral no Ensino Médio, acima da média nacional. Paralelamente, o governo executou um amplo programa de reformas, ampliações e climatização de unidades escolares, com entrega de novas escolas, quadras, laboratórios e espaços pedagógicos, modernizando a rede física da educação estadual.
Na saúde, a gestão tem concentrado esforços em ampliar a capacidade de atendimento e estruturar a rede pública. A entrega de equipamentos estratégicos, como o Hospital do Câncer e o Complexo Materno Infantil, além da reforma e ampliação de unidades em diversas regiões, reforça a política de descentralização do atendimento e redução da sobrecarga nos grandes centros. Embora os impactos na ponta sejam graduais, os investimentos em infraestrutura hospitalar e assistencial colocam Sergipe em um novo patamar de organização da rede estadual de saúde.
Os reflexos da gestão também aparecem na economia. Dados do IBGE mostram que Sergipe tem registrado crescimento acima da média nacional em setores como serviços, além de desempenho positivo na geração de empregos formais. O ambiente de negócios foi fortalecido com a redução do tempo para abertura de empresas, políticas de incentivo ao empreendedorismo e ações voltadas à atração de investimentos, fatores que contribuem para a melhora do desempenho econômico e da renda.
No turismo, os números são igualmente expressivos. O estado vem batendo recordes sucessivos de arrecadação, impulsionado pelo aumento do fluxo de visitantes e por investimentos em promoção do destino Sergipe no mercado nacional. O setor turístico alcançou resultados históricos em faturamento, fortalecendo cadeias como hotelaria, gastronomia, transporte e serviços, com impacto direto na geração de empregos e na economia local.
Esse conjunto de indicadores ajuda a explicar por que, nos bastidores políticos, a avaliação recorrente é de que Fábio Mitidieri chega a 2026 com uma vantagem clara: uma gestão respaldada por números, destaque nacional e entregas concretas. É com esse conjunto que o governador constrói um cenário em que o próprio desempenho do governo funciona, sobretudo, como o seu principal cabo eleitoral.


