Após novas provocações de Emília Corrêa (Republicanos), insinuando que não há em Sergipe um vice-prefeito com tantos espaços na prefeitura como ele teve, além de todos os outros imbróglios acumulados nos últimos meses e antecipados com exclusividade pela Realce, Ricardo Marques (Cidadania) decidiu colocar um ponto final com declarações duras, afirmando que quer seguir em frente e virar a página, selando de uma vez por todas seu rompimento com a prefeita.
Em vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo, 1º, Ricardo confirmou que a relação política foi encerrada e deixou claro que a ruptura não partiu de sua iniciativa, como Emília tentou atribuir antes. Sem rodeios, afirmou que tentou preservar a parceria, respeitou acordos e trabalhou para que a composição administrativa funcionasse, mas reconheceu que o desgaste se tornou irreversível diante de episódios que se tornaram públicos. Dentre eles, os que escancararam o esvaziamento de sua função como vice e como secretário da comunicação.
“Eu não vou fingir que não aconteceu, aconteceu sim. Eu tentei, eu respeitei, eu trabalhei para que desse certo, mas não deu. E tudo bem, nem tudo na vida vai dar certo, nem toda parceria funciona, nem todo caminho é para ser percorrido junto. Eu reconheço que houve um rompimento da parte dela, pelas razões que todo mundo viu e eu aceito isso”, disse.
Segundo ele, não haverá troca de acusações nem tentativa de jogar a opinião pública contra quem quer que seja. Ricardo frisou que política não deve ser conduzida como disputa de ego ou confronto de narrativas, mas como instrumento para resolver problemas concretos da população.
“Eu não vou ficar preso nisso a vida inteira. Eu não vou ficar alimentando briga. Eu não vou ficar jogando para a torcida como se política fosse jogo de futebol. Porque não é. Política é muito maior do que ego. É muito maior do que quem está certo ou quem está errado”, pontuou.
As declarações foram feitas após Emília afirmar à imprensa que, nos últimos 20 anos, nenhum vice-prefeito teria concentrado tantos espaços na estrutura administrativa quanto Ricardo Marques. Em resposta direta a essa narrativa, Ricardo detalhou que a Secretaria do Meio Ambiente nunca foi uma indicação pessoal sua, mas uma reivindicação legítima do partido Cidadania, integrante da chapa, e que a chamada Escola de Governo, apontada como um grande espaço, se resumia na prática a três cargos sem orçamento próprio e sem poder de decisão, subordinados à Seplog. O vice também esclareceu que a Secretaria de Comunicação sempre teve caráter técnico, ressaltando que, mesmo após sua saída, a maioria dos profissionais permaneceu, ao mesmo tempo em que revelou a existência de uma “Secom paralela” e a exoneração sumária de cinco pessoas ligadas a ele, sem qualquer diálogo prévio.

