A vereadora Pastora Salete, da Barra dos Coqueiros, causou forte repercussão ao se pronunciar na tribuna da Câmara Municipal sobre o caso do cachorro comunitário, Zico, morto na Atalaia Nova. Durante a primeira sessão legislativa de 2026, a parlamentar afirmou que buscou contato direto com o homem acusado do crime para ouvir sua versão dos fatos.
Segundo Salete, o acusado relatou possuir problemas de saúde, como diabetes e cardiopatia, e disse que realizava caminhadas diárias quando, no dia do ocorrido, teria sido cercado por cães. A vereadora destacou que ele estava com um facão por empréstimo e que, naquele momento, “foi o que ele teve para se defender”, ressaltando que isso poderia acontecer com qualquer pessoa.
Apesar de afirmar que não considera correta a agressão, classificou o episódio como um “momento inesperado” e disse que o acusado estaria emocionalmente e psicologicamente abalado, com medo inclusive de sair de casa após a repercussão do caso.
A fala, no entanto, provocou reação imediata e intensa nas redes sociais. Internautas criticaram a vereadora e afirmaram que “as imagens são claras” e que o cachorro “não atacou”, destacando ainda que o animal era idoso. Outros comentários apontaram que “estão passando pano para um crime que não tem explicação”, questionaram o fato de o acusado circular com arma branca
“Sem acreditar no que estou ouvindo. Sem palavras. Todos diabéticos, cardíacos tem que andar armados agora? Justifica?”, questionou uma internauta. “Estão passando pano, pra um crime que não tem explicação”, comentou outro. “Nas filmagens é claro, o cãozinho não atacou ele, muito pelo contrário ele atacou Zico, conte outra história pois, essa não colou, me admira uma pessoa pública defender um caso bárbaro desse”, disse mais um.
Zico morreu na noite da última quinta-feira, 29, após passar por procedimentos cirúrgicos em uma clínica veterinária. Ele foi atacado pelo homem, que se apresentou espontaneamente na polícia acompanhado de advogados, foi ouvido e teve a prisão preventiva decretada inicialmente. Posteriormente, após recurso da defesa ao Tribunal de Justiça, um desembargador determinou a substituição da prisão por monitoramento eletrônico.


