Assim como as câmaras municipais e o Congresso Nacional, a Assembleia Legislativa de Sergipe retomou nesta semana os trabalhos após o recesso parlamentar iniciado em dezembro. E a nova configuração do plenário tende a impactar de forma significativa os próximos meses do ano eleitoral.
Isso leva em conta, dentre tantos outros fatores, o peso de Jorginho Araújo, que deixou a Casa Civil e reassumiu sua cadeira no Parlamento. Com passagem recente pelo núcleo central do governo, ele chega ao plenário com leitura atualizada da agenda do Executivo e já tem adotado um discurso mais firme na defesa das ações governamentais. Trata-se de um movimento institucional que amplia a capacidade de resposta da base aliada, sem alterar, ao menos por ora, o equilíbrio formal da Casa.
O cenário legislativo também passa a ser influenciado pela reorganização da oposição. O deputado Marcos Oliveira assumiu a liderança do bloco oposicionista e, considerando o tom adotado em seus posicionamentos, a expectativa é de embates mais intensos entre oposição e situação. A tendência é de um debate mais acalorado ao longo do ano, sobretudo se comparado ao ritmo mais moderado que marcou os debates na Assembleia até então. Mas vale lembrar que a população não aceita a política do “quanto pior, melhor”, defendendo debates saudáveis dentro do campo democrático.
A Realce continuará atenta a todas as sessões e, fora da Alese, aos movimentos políticos dos deputados estaduais visando as eleições 2026. E, nos próximos dias, trará análises exclusivas sobre cada parlamentar.


