Ganhou repercussão nacional, sendo destaque em portais como o Estadão, Metrópoles, Poder360 e O Antagonista, o embate protagonizado ontem, 9, pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A troca de ataques ocorreu nas redes sociais por conta do requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Vieira foi alvo de críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro por ter sido relator e um dos principais articuladores do projeto de lei das fake news no Congresso. Em resposta, o senador sergipano afirmou que tem histórico de enfrentamento ao STF, lembrando que também foi autor da chamada “CPI da Lava Toga” e de pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, relacionados ao inquérito das fake news.
Na publicação, afirmou que a principal resistência à abertura desses processos, no passado, teria partido justamente de aliados do bolsonarismo no Senado. Segundo ele, os maiores obstáculos vieram do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Eduardo Bolsonaro. “Nos dois momentos, a maior resistência foi dos seus irmãos Flávio e Eduardo, provavelmente preocupados com o processo das rachadinhas e não com o Brasil. O resultado desse acordão todos nós sabemos qual foi”, escreveu.
Eduardo reagiu classificando Vieira como um “senador perigosíssimo” e afirmou que o parlamentar deveria “lavar a boca antes de falar de um exilado estar compactuando com Alexandre de Moraes”. O senador sergipano respondeu com ironia, sugerindo que o deputado “vá surfar ou curtir o Mickey”, e afirmou que o grupo político ligado aos Bolsonaro já teria “atrapalhado demais o Brasil”.


