Resta pouco mais de seis meses para os sergipanos retornarem às urnas e, à medida que o pleito se aproxima, ele também vai se afunilando, com alguns nomes consolidando favoritismo e revertendo o cenário de incerteza que ainda pairava na disputa pelo Senado, em relação à segunda vaga.
O senador Rogério Carvalho (PT) chega como favorito à reeleição e com chances concretas de figurar entre os mais votados. O petista se apoia na força do mandato, no protagonismo que consolidou em Brasília e na proximidade com o presidente Lula, que o tem como uma de suas prioridades, o que alimenta a expectativa de transferência de votos. A combinação desses fatores, somada à sua base política espalhada por diversos municípios, faz com que o parlamentar entre na corrida em posição mais confortável do que os adversários, e muito mais gigante do que saiu de 2018 e de 2022, quando obteve 300.247 votos e 582.940 votos, respectivamente, acumulando um grande capital político e eleitoral.
Com isso, o principal embate vinha se concentrando na disputa pela segunda cadeira, como já abordado pela Realce. E é justamente esse duelo que vem se afunilando ainda mais nos bastidores ao decorrer dos dias.
O deputado federal Rodrigo Valadares (UB), por exemplo, que deve migrar a qualquer momento para o PL, deu um passo importante nesta semana ao se consolidar como o nome do palanque bolsonarista em Sergipe. O arranjo foi confirmado com o anúncio feito pelo senador Flávio Bolsonaro, que apresentou a composição formada pelo deputado e Coronel Rocha (PL) para o Senado e Ricardo Marques (Cidadania) para o Governo do Estado.
E o parlamentar, no atual cenário, é o nome que se mostra com maior potencial de ser o segundo senador, diante do crescimento vertiginoso nos últimos dias.
A oficialização de sua chapa também marcou mais um capítulo da queda de braço dentro da direita sergipana, especialmente contra Edivan, Eduardo Amorim e Valmir de Francisquinho, que agora terão de se virar nos 30 para não perder ainda mais espaço entre os eleitores bolsonaristas, o que pode impactar e muito a pré-candidatura do ex-senador.
Outros nomes também buscam se manter competitivos nesse cenário fragmentado. O senador Alessandro Vieira (MDB) voltou ao jogo com mais fôlego do que muitos projetavam meses atrás e deve protagonizar embates mais diretos com o ex-deputado André Moura (UB), para o qual tem mirado sua artilharia. Ele também tem garantido projeção nacional com sua participação em CPIs no Congresso. AM, por sua vez, enfrenta um cenário conturbado, que deve ser potencializado justamente por ele ter se transformado na principal plataforma de campanha do delegado.
Edvaldo Nogueira (PDT) já anunciou seus dois pré-candidatos a suplentes e tende a conquistar espaço no interior, já que na capital a expectativa é de que ele colha bons frutos.
Os demais nomes também se movimentam, mas sem chamar tanta atenção como os que aqui foram citados.


