A denúncia contra a missão “Aviva Universitário”, após a realização de um culto dentro da Universidade Federal de Minas Gerais, repercutiu nesta quarta-feira, 18, na Câmara Municipal de Aracaju. O caso envolve a intimação do evangelista Lucas Teodoro pelo Ministério Público Federal (MPF), após questionamentos sobre encontros religiosos realizados de forma voluntária dentro do campus.
O episódio provocou reação imediata de vereadores da capital sergipana, que classificaram a situação como um ataque à liberdade religiosa. O primeiro a se posicionar foi o vereador Pastor Diego (UB), que saiu em defesa dos estudantes envolvidos e do líder da missão.
Em seu discurso, ele afirmou que o ambiente universitário não pode restringir manifestações de fé. “O universitário cristão tem direito na sua universidade de expressar sua fé, de ouvir a palavra de Deus. A universidade não é apenas o local onde outros segmentos podem se reunir para defender suas pautas”, disse. Ele também criticou o que considera tratamento desigual dentro das instituições: “Quer dizer que um grupo de cristãos não pode se reunir para orar e falar com Deus?”. Ao final, declarou solidariedade ao evangelista e cobrou sensibilidade do MPF quanto ao respeito à liberdade de crença garantida pela Constituição.
Na sequência, o vereador Lúcio Flávio (PL) ampliou o tom das críticas e fez um paralelo direto com a Universidade Federal de Sergipe. Segundo ele, o episódio em Minas Gerais não é isolado. “Nada muito diferente do que a gente tem visto acontecer na Universidade Federal de Sergipe”, afirmou, ao mencionar episódios que, segundo ele, demonstrariam viés ideológico dentro do ambiente acadêmico.
O vereador ainda criticou o que chamou de inversão de valores dentro das universidades federais. “A gente entrega os nossos filhos a uma universidade como essa e o que a gente vê é essa porcaria que fazem na mente dos nossos filhos. Porque fumar maconha pode, beber cachaça pode, agora falar de Deus, não pode”, disparou. Para ele, há uma tentativa de “sequestro ideológico” das instituições públicas de ensino, o que, segundo sua avaliação, prejudica a formação dos jovens.


