Após dias de intensas trocas de farpas, os blocos de Rodrigo Valadares (UB) e dos irmãos Amorim deram uma cessada nesta semana, mas a dúvida segue enorme sobre quem, ao final, dará o cheque-mate em um embate que poderá revelar, de forma definitiva, quem de fato controla o voto da direita no estado.
Além disso, se o resultado deste embate nas urnas for mais favorável ao palanque de Rodrigo, com Ricardo Marques (Cidadania), especialmente por concentrar o apoio do núcleo bolsonarista, o desfecho poderá representar a última pá de terra na cova política que o próprio Valmir de Francisquinho (Republicanos) vem cavando com sua crescente rejeição.
Todo o atual cenário indica que o prefeito licenciado de Itabaiana já não conta com a mesma sintonia junto ao eleitorado bolsonarista e pode enfrentar novas perdas de apoio diante da ascensão de Rodrigo e de seus aliados no PL, hoje respaldados diretamente pelo clã Bolsonaro, um contexto bem distinto daquele observado em 2022, quando esse segmento formava a espinha dorsal de seu eleitorado.
Diante dessa fragilidade política, somada à sua persistente insegurança jurídica, com dezenas de processos, a tendência é que Valmir entre em um ciclo ainda mais acelerado de desgaste, podendo ver ruir, de uma vez por todas, a base que sustentou sua força eleitoral nos últimos anos e consolidando um cenário em que sua rejeição deixe de ser apenas um obstáculo e passe a ser um fator decisivo de isolamento político, que já o fez ser rebaixado a liderança regional no pós 2022.


