À medida que o calendário eleitoral avança, o jogo pelo Senado em Sergipe entra em uma fase mais clara. As cartas começam a ser colocadas na mesa, e o que antes era marcado por incertezas passa a dar lugar a um cenário onde já é possível distinguir quem, de fato, joga com força real e quem ainda depende das próximas rodadas.
Na disputa pela primeira vaga, o senador Rogério Carvalho (PT) aparece como a carta mais forte do baralho. Com mandato atuante, presença de destaque nacional em Brasília, alinhamento direto com o presidente Lula e alianças com prefeitos, o petista reúne um conjunto de fatores que o coloca em posição confortável na corrida, além de diversos outros fatores que reforçam seu favoritismo à reeleição.
Com esse cenário, o centro da disputa se desloca naturalmente para a segunda cadeira, onde o jogo, apesar de também ter ganhado contornos nas últimas semanas, com o avanço de Rodrigo Valadares (UB), segue aberto e com movimentos mais intensos. É nesse espaço que os adversários tentam avançar, reposicionar estratégias e buscar musculatura eleitoral suficiente para se viabilizar.
O deputado federal, prestes a migrar para o PL, surge como um dos nomes que mais ganharam terreno nas últimas rodadas. Ao se consolidar como representante do palanque bolsonarista no estado, após anúncio feito pelo senador Flávio Bolsonaro, passa a jogar com uma carta relevante dentro de um eleitorado específico e fiel, o que o coloca como um dos principais postulantes à segunda vaga.
Esse movimento, no entanto, não acontece sem reação. Outros nomes tentam surfar na direita sergipana, tornando o eleitorado conservador cada vez mais disputado.
O senador Alessandro Vieira (MDB) reaparece com mais fôlego do que o esperado meses atrás e deve protagonizar embates mais diretos, especialmente contra o ex-deputado André Moura (UB). Já Edvaldo Nogueira (PDT) busca consolidar sua presença principalmente na capital, ao mesmo tempo em que tenta ampliar sua atuação no interior, mirando colégios eleitorais estratégicos como Lagarto; enquanto Eduardo Amorim se alicerça na força da máquina de Aracaju, que segue brigando de forma insistida com Rodrigo pelo comando da direita.
Embora haja outras pré-candidaturas em curso, o cenário atual indica que nem todas conseguem, até aqui, demonstrar o mesmo peso político ou capacidade de competitividade. Ainda assim, em um jogo onde alianças, apoios e movimentos de bastidores podem redefinir o rumo da disputa, descartar cartas antes da hora pode ser um erro.


