Nos últimos dias, publicações feitas pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), e pelo prefeito licenciado de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), chamaram atenção ao trazerem homenagens ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo seu aniversário. O gesto, no entanto, abriu espaço para um questionamento direto entre bolsonaristas: por que essa manifestação só aconteceu agora?
A provocação ganhou força após a constatação de que, nos anos de 2023, 2024 e 2025, não há registros de publicações semelhantes nas redes sociais de ambos na mesma data, o que contrasta com a postura adotada em 2026, justamente em um ano eleitoral.
Isso tem sido interpretado por apoiadores do ex-presidente como um indicativo de tentativa de reaproximação com a base bolsonarista, mas com a dúvida se é ingênua ou por pura conveniência e necessidade política diante de um novo equilíbrio de forças.
A mudança ocorre em meio a um verdadeiro jogo dos tronos dentro da direita sergipana, protagonizado pelo deputado Rodrigo Valadares (UB) e pelo grupo dos irmãos Amorim. A disputa pode definir quem realmente controla o voto conservador no estado.
Com respaldo direto do núcleo bolsonarista, Rodrigo tenta se consolidar de vez como o principal nome da direita em Sergipe, sem querer dar espaço para aqueles que ficam em cima do muro nas pautas importantes; enquanto os Amorim, vendo seu grupo perder ainda mais capital eleitoral justamente com os direitistas que formavam sua espinha dorsal, tentam não ficar no prejuízo e reconquistar os conservadores.


