Enquanto o cenário eleitoral começa a ganhar forma em Sergipe, alguns nomes oriundos da Segurança Pública, especialmente delegados, mais uma vez, despontam com destaque em diferentes frentes de disputa, deixando agora o questionamento: qual deles deve ter maior potencial eleitoral neste ano?
À frente da Secretaria Municipal de Defesa Social de Aracaju, o delegado André David (Republicanos) deve ter nos resultados na área da segurança seus principais trunfos. Na eleição passada, conquistou 31.597 votos considerados espontâneos, um indicativo de capilaridade eleitoral que pode ser ampliado em 2026. Nos bastidores, a expectativa é de crescimento e de que possa ser um puxador de votos no Republicanos. Ele é pré-candidato a deputado federal, mas também tem seu nome ventilado para o Senado e para o Governo.
A deputada federal Katarina Feitoza (PSD) entra na disputa sustentada como uma das principais apostas do partido. Com 38.135 votos obtidos em 2022, ela aposta na força do mandato, na manutenção de redutos eleitorais e na estrutura política construída ao longo dos últimos anos. Sua estratégia tende a ser focada na fidelização do eleitor e na ampliação gradual de apoios, o que a coloca como uma pré-candidata competitiva à reeleição na Câmara.
Já Danielle Garcia (MDB) redesenhou seu caminho eleitoral ao optar por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, após ser inicialmente cogitada para a Câmara Federal. Com três disputas no currículo, incluindo um segundo turno na eleição municipal de Aracaju em 2020 contra Edvaldo Nogueira (PDT) e a acirrada corrida pelo Senado em 2022, ela carrega um alto capital eleitoral e deve chegar forte como pré-candidata a deputada estadual pelo MDB.
Por fim, Alessandro surge como um nome que volta ao jogo com mais força do que se projetava meses atrás. Para o Senado, ele mira os eleitores de centro-direita, já que não consegue penetrar nos de centro-esquerda e nem nos conservadores ferrenhos, especialmente os bolsonaristas
Em comum, os quatro nomes, defendendo suas respectivas bandeiras, seja o combate ao crime, à corrupção e na defesa das mulheres, representarão mais uma vez a segurança pública nas urnas, em um cenário cada vez mais competitivo.


