Uma declaração do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), durante participação no CPAC, nos Estados Unidos, neste último final de semana, provocou forte repercussão, dividindo opiniões nas redes sociais.
No discurso, o parlamentar afirmou que “o Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”, destacando o potencial do país nesse mercado global.
Ele também defendeu que a comunidade internacional acompanhe as eleições brasileiras e exerça “pressão diplomática” para o funcionamento das instituições.
A reação entre aliados do presidente Lula (PT) foi imediata. O ministro Guilherme Boulos classificou a fala como “o fato mais grave das eleições de 2026 até aqui”, acusando o senador de sinalizar entrega de recursos nacionais. Já o deputado Lindbergh Farias elevou o tom, chamando Flávio de “traidor da pátria” e associando sua postura a interesses estrangeiros. A ministra Gleisi Hoffmann também criticou duramente a declaração, reforçando o discurso de risco à soberania.
Por outro lado, bolsonaristas apoiadores do senador saíram em defesa de sua fala, alegando que houve distorção do conteúdo. Nas redes sociais, alguns usuários afirmaram que a proposta não envolve doação de recursos, mas sim exploração comercial com retorno financeiro ao país. “Melhor os EUA do que a China, mil vezes. Nada é dado, tudo é vendido por altos valores, isso beneficia o Brasil”, comentou um internauta. Outro questionou: “Já estão tirando o vídeo de contexto?”. Um terceiro reforçou: “Em nenhum momento ele fala em vender, e sim em permitir exploração”.
As chamadas terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias modernas, como celulares, carros elétricos e energia eólica, colocam o país em posição de destaque, já que possui uma das maiores reservas do mundo, atrás apenas da China.


