Muito antes de a consolidação do palanque de Lula (PT) em Sergipe ganhar corpo em Brasília, um movimento já vinha sendo desenhado nos bastidores por Sérgio Reis (PSD). O prefeito de Lagarto protagonizou, ainda de forma antecipada, uma articulação que agora passou a ser vista pela classe política como visionária, ao defender a aproximação entre grupos que, até então, caminhavam em trilhas paralelas no estado.
Ainda em 2025, Sérgio adotou uma estratégia de longo prazo, defendendo uma reaproximação entre Fábio Mitidieri (PSD) e Rogério Carvalho (PT). Apostou na construção de pontes ao declarar apoio ao petista para o Senado no ano passado e, ao mesmo tempo, abrir diálogo com o grupo do governador.
E esse movimento acabou se revelando como uma peça-chave dentro do jogo político sergipano.
Com o passar dos meses, a construção começou a ganhar corpo. A articulação nacional liderada por Lula encontrou em Sergipe um terreno já propício, facilitando a formação de um palanque robusto e competitivo para 2026. A leitura de Sérgio encurtou caminhos e reduziu resistências que poderiam travar o avanço da aliança, inclusive, abrindo espaço para que outros prefeitos governistas pudessem seguir o mesmo apoio a Rogério, a exemplo de Airton Martins (PSD), na Barra dos Coqueiros.
Hoje, com o cenário consolidado, o prefeito passa a ser enxergado como um dos nomes que melhor soube antecipar o jogo político no estado. Sua atuação ajudou a desenhar um dos palanques mais fortes do Nordeste em apoio à reeleição de Lula, colocando Sergipe no centro da disputa nacional.


